Análise clínica e tomográfica de reabilitação maxilar total implantossuportada por cirurgia guiada por computador
Maria de Lourdes dos SANTOS, Geovana Gonçalves de OLIVEIRA, Pâmela Letícia dos SANTOS, Jéssica Lemos GULINELLI
Resumo
Introdução: A reabilitação implantossuportada utilizando a cirurgia guiada por computador e sem retalho oferece vantagens como redução do edema, dor, sangramento, menor tempo cirúrgico, ausência de sutura e preservação da arquitetura dos tecidos mole e duro. Objetivo: O estudo visa avaliar retrospectivamente a eficácia clínica e as variações volumétricas do nível ósseo em maxilas reabilitadas com prótese total sobre implantes, usando tomografia computadorizada após cirurgia guiada sem retalho. Metodologia: Foram selecionados pacientes desdentados totais na maxila, sem doenças sistêmicas e não tabagistas. Instalou se de 4 a 6 implantes em cada paciente por meio da cirurgia guiada sem retalho. Foi avaliado a dimensão dos implantes, torque de inserção, alteração tomográfica linear do nível ósseo ao redor do implante em um ano, sucesso clínico, complicações protéticas e sobrevivência do implante. A primeira tomografia foi realizada após a cirurgia e novamente um ano após a instalação da prótese. Dezesseis pacientes foram incluídos, e no total 92 implantes instalados. Em 8 pacientes, os implantes foram colocados em carga imediata 3 dias após a cirurgia, com a colocação de próteses fixas com barra metálica. Nos demais, a estabilidade primária foi insuficiente para carga imediata, e a reabilitação protética foi adiada por 4 meses. Os implantes apresentavam conexão do tipo cone Morse, com comprimento médio de 12,48 mm de altura e 3,6 mm de diâmetro. O torque médio foi de 41,61 N. Resultados: Houve perda de 1 implante, substituído com sucesso após 3 meses por meio da técnica convencional com retalho. A taxa de sucesso em 1 ano foi de 98,92%. A reabsorção óssea marginal média foi de 0,8 mm, com maior perda de espessura na superfície vestibular (1,3 mm). Complicações incluíram fratura de coroa/prótese e afrouxamento de parafuso do pilar. Conclusão: O método é previsível e eficaz para maxilas desdentadas, com alta taxa de sobrevivência do implante e complicações tratadas com sucesso, mas requer experiência do cirurgião e curva de aprendizagem.