Revista de Odontologia da UNESP
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Revista de Odontologia da UNESP
Congress Abstract

Efeitos do cloridrato de metilfenidato no equilíbrio redox das glândulas submandibulares de ratos adultos jovens

Guilherme Eduardo Rocha SILVA, José Vitor Furuya de LIMA, Lauani Murakami LOPES, Renan José BARZOTTI, Larissa Victorino SAMPAIO, Rayara Nogueira de FREITAS, Ana Claudia de Melo Stevanato NAKAMUNE, Antonio Hernandes CHAVES-NETO

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Resumo

Introdução: O cloridrato de metilfenidato é reconhecido como o psicoestimulante de primeira escolha para o tratamento do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Seu mecanismo de ação envolve o bloqueio dos transportadores de dopamina e norepinefrina, resultando na diminuição da recaptação e aumento dos níveis sinápticos desses neurotransmissores, necessários para a regulação das funções comportamentais e motoras, afetadas no TDAH. No entanto, seus impactos na saúde bucal e nas glândulas salivares não são totalmente elucidáveis. Objetivos: Este estudo teve como objetivo avaliar os efeitos do tratamento crônico com MTF sobre os marcadores de dano oxidativo e as defesas antioxidantes nas glândulas submandibulares. Metodologia: Ratos Wistar adultos jovens (6 semanas de idade) foram divididos em dois grupos (n=10): um grupo controle, que recebeu solução salina, e um grupo experimental, que recebeu 3 mg/kg/dia de metilfenidato via gavagem intragástrica durante 4 semanas. Após o período de tratamento, as glândulas submandibulares foram coletadas e submetidas a análises bioquímicas. Os dados foram analisados utilizando o teste t de Student não-pareado (p < 0,05). Resultados: o metilfenidato reduziu a capacidade oxidante total (p < 0,01), sem causar alterações significantes nos marcadores de dano oxidativo lipídico e proteico. As concentrações de ácido úrico e glutationa reduzida permaneceram similares entre os grupos. Entretanto, o MTF diminuiu significativamente a capacidade antioxidante total (p < 0,05), a atividade da superóxido dismutase (p < 0,05), da catalase (p < 0,0001) e da glutationa peroxidase (p < 0,001). Conclusão: Conclui-se que o MTF pode predispor a problemas de saúde bucal, induzindo desequilíbrio no estado redox, o qual está relacionado à disfunção nas glândulas submandibulares.

Palavras-chave

Metilfenidato; estado redox; glândulas salivares
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