Incorporação de magnésio em superfícies de titânio para o desenvolvimento de um revestimento antibacteriano e estimulador da osteogênese
Cícero Andrade Sigilião CELLES, Caroline DINI, Karen Midori YAMASHITA, Catharina Marques SACRAMENTO, Bruna Egumi NAGAY, Raphael Cavalcante COSTA, Karina Gonzalez Silverio RUIZ, Valentim Adelino Ricardo BARÃO
Resumo
Introdução: Implantes dentários de titânio são amplamente utilizados na reabilitação oral. No entanto, para melhorar sua bioatividade e capacidade de osseointegração, diferentes revestimentos de superfície são testados. O plasma eletrolítico de oxidação (PEO) mostra-se promissor, permitindo a incorporação de diversos elementos e a formação de superfícies porosas. O magnésio (Mg) é um desses elementos promissores por desempenharem um papel crucial na formação e remodelação óssea. Objetivos: Incorporar em substratos de titânio fontes diferentes de magnésio, acetato de magnésio (MgAc) e nitrato de magnésio (MgN), junto com cálcio e fósforo (CaP) por PEO, e avaliar suas características físico químicas, propriedades microbiológicas e viabilidade celular. Material e Métodos: Foram utilizados discos de titânio (cpTi) e fontes MgAc e MgN em concentrações de 0,04 e 0,12 M, junto ao PEO (480V, 100Hz). Revestimentos CaP serviram como controle. As análises incluíram microscopia eletrônica de varredura (MEV), microscopia confocal a laser (MCL), perfilometria, molhabilidade, difração de raios-X (DRX), espectroscopia de energia dispersiva (EDS) e espectroscopia de fotoelétrons excitados por raios-X (XPS). Avaliou-se o potencial microbiológico por unidades formadoras de colônias (UFC) frente a Streptococcus sanguinis, viabilidade celular com células pré-osteoblásticas MC3T3-E1 (1 e 3 dias), e mineralização de CaP (28 dias). Resultados: Foram observadas diferenças significativas, com MgAc apresentando superfícies microporosas e MgN com crateras. Assim, MgN mostrou maior rugosidade e molhabilidade (p<0,05). Todos os grupos exibiram fases cristalinas similares de anatase e rutilo. Os revestimentos MgAc promoveram maior proliferação de MC3T3-E1 no dia 3 e maior mineralização de CaP, sem diferenças na adesão bacteriana. Conclusão: Diferentes fontes de Mg fomentam condições físico-químicas e biológicas diversas, sendo que quando dopadas com MgAc essas condições são superiores comparado ao controle (CaP) e ao MgN.