Análise do estado redox das glândulas parótidas e submandibulares de ratos submetidos a jejum intermitente
Rayara Nogueira de FREITAS, Renan José BARZOTTI, Elian Bertoldo de LISBOA, Larissa Victorino SAMPAIO, Guilherme Eduardo Rocha SILVA, José Vitor Furuya de LIMA, Ana Claudia de Melo Stevanato NAKAMUNE e Antonio Hernandes CHAVES-NETO
Resumo
Introdução: Baseado em restrição de períodos de alimentação, o Jejum Intermitente (JI) ganhou popularidade por ser uma estratégia eficaz para reduzir o peso corporal. Pesquisas mostram que o JI pode auxiliar no controle da diabetes tipo 1 e nas dislipidemias, além de demonstrar efeitos cardioprotetores e neuroprotetores. Além disso, as glândulas salivares demonstram ser sensíveis quanto a sua função e estado redox quando submetidas a alterações nos padrões alimentares, mas ainda há poucas pesquisas sobre os efeitos do JI na saúde bucal. Objetivo: Analisar os efeitos do JI no estado redox das glândulas parótidas e submandibulares de ratos Wistar. Metodologia: 20 ratos Wistar machos foram aleatoriamente distribuidos em 2 grupos (n = 10): o grupo Ad Libitum (AL) teve acesso contínuo a ração, enquanto o grupo JI foi privado de alimentação por 24 horas em dias alternados durante 12 semanas. Ao fim do experimento, os animais foram anestesiados, eutanasiados e as glândulas salivares foram então excisadas, limpas, rapidamente congeladas em nitrogênio e armazenadas a -80ºC até as análises bioquímicas do estado redox: capacidade oxidante total (TOC), peroxidação lipídica (TBARS), carbonilação de proteínas (PC), capacidade antioxidante total (TAC), ácido úrico (AU), glutationa reduzida (GSH), superóxido dismutase (SOD), catalase e glutationa peroxidase (GPx). Os resultados foram normalizados pelo teste de Shapiro Wilk e comparados pelo teste t de Student não pareado com significância de 5%. Resultados: O JI não promoveu alterações significantes na TOC, TBARS, PC e AU em ambas as glândulas. No entanto, reduziu a concentração de GSH, bem como a atividade da SOD e GPx nas glândulas submandibulares. Em contraste, reduziu a TAC e aumentou a atividade da catalase em ambas as glândulas salivares. Conclusão: Ainda que o JI não tenha causado dano oxidativo, as modulações na defesa antioxidante sugerem uma perturbação no estado redox das glândulas salivares.