Análise de variações anatômicas da mandíbula do acervo do departamento de anatomia da Universidade Estadual de Londrina
Alisson Luiz MOTTA, Camila Salvador SESTARIO, Yohana Agata da SILVA, Marna Eliana SAKALEM
Resumo
Introdução: A compreensão e identificação de variações anatômicas são essenciais para garantir uma prática clínica eficaz. Visando diagnóstico, algumas variações podem ser confundidas com patologias ou condições clínicas. Assim, conhecê-las é fundamental para auxiliar o estudante de odontologia a interpretar e diagnosticar corretamente exames clínicos e de imagem, objetivando garantir uma formação ampla e completa e um futuro profissional apto a compreender as individualidades de seus pacientes. Objetivo: Compreender os aspectos morfológicos gerais de mandíbulas do acervo do Departamento de Anatomia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), e identificar variações anatômicas nos espécimes estudados. Método: 63 mandíbulas foram mensuradas seguindo medições morfométricas gerais, a fim de entender as medidas gerais da nossa população e compará las com dados de estudos de outras regiões. Cada mandíbula foi estudada individualmente, e além das medidas, foi feita uma busca por variações anatômicas e anomalias. Os dados foram avaliados usando o software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS). Resultado: Os achados preliminares indicam uma média 74,52 mm para corpo de mandíbula do lado direito e 74,94 mm para lado esquerdo; visando o processo anestésico no nervo mentoniano, foram analisados forames mentonianos; a média de calibre foi 2,96 mm do lado direito e 2,78 mm do lado esquerdo. Ainda, foram encontrados forames duplicados em 6,3% da amostra. A média de largura dos forames diferiu nas peças com duplicação, sendo menores do que nas peças sem a variação. Não foram identificadas anomalias no acervo. Conclusão: Considerando a clínica e a relevância dos forames para a passagem de ramos do n. mandibular (V3), saber identificar tais forames é crucial para um processo anestésico correto. A prevalência de 6,3% de mandíbulas com forame mentoniano duplicado indica a necessidade de saber reconhecer pacientes com tal variação, visando um processo clínico adequado e correto.