Ação antimicrobiana de peptídeos salivares em biofilme formado sobre amostras de resina acrílica
Amanda Costa FERRO, Claudia Viviane Guimarães PELLISSARI, Walter Luiz SIQUEIRA, Janaina Habib JORGE.
Resumo
Os peptídeos salivares são considerados parte importante do sistema de defesa inato do hospedeiro na prevenção da colonização microbiana. O objetivo deste estudo foi avaliar a capacidade da estaterina e de seus peptídeos (DR9, DR9-2, GE-12, GQ-19, IT-32, IP-18) em inibir a formação de biofilme de C. albicans em amostras de resina acrílica para base de prótese. Amostras de resina acrílica (Lucitone 199, Dentsply) foram preparadas (n=3) e aleatoriamente colocadas em uma placa de poliestireno de 24 poços. Em seguida, 2 mL da solução contendo IC50 dos peptídeos foram adicionados para a formação da película sobre os discos. Biofilme maduro de C. albicans (48 horas) foi formado sobre as amostras e o efeito dos peptídeos sobre o biofilme foi avaliado pela contagem das unidades formadoras de colônia (UFC/mL). Aplicou-se a análise de variância (ANOVA), seguida do pós-teste de Tukey, com 5% de significância. Os resultados mostraram que a estaterina e seus peptídeos (DR9, DR9-2, GE-12,GQ-19,IT-32, IP-18) reduziram o crescimento de C. albicans em torno de um log, tendo sido os resultados dos grupos experimentais estatisticamente diferentes do grupo controle (biofilme formado na ausência de peptídeos). Pode-se concluir que a estaterina e os seus peptídeos diminuíram a formação de biofilme de C. albicans em amostras de resina acrílica e sua aplicação clínica pode ser considerada promissora como tratamento antifúngico para o controle do biofilme em próteses parciais e ou totais.
