Revista de Odontologia da UNESP
ISSN 1807-2577 (Eletrônico)
Resumo de Congresso

Prevalência e incidência da hipomineralização molar incisivo em Araraquara

Lago JD, Jeremias F, Bussaneli DG, Restrepo M, Santos-Pinto LAM

Resumo

O objetivo deste estudo foi avaliar a incidência e severidade da Hipomineralização Molar-Incisivo após 5 anos do estudo de prevalência da condição em escolares de 6 a 12 anos da rede pública e privada de Araraquara/SP. Por  meio de exame clínico também foram avaliados outros índices (CPO-D, ceo-d, DDE, Fluorose Dentária). Durante o levantamento, um questionário foi enviado aos pais/responsáveis dos escolares, a fim de identificar o perfil socioeconômico. A análise bivariada entre variáveis categóricas foi realizada por meio do Teste Qui-quadrado. Na presença de distribuição não normal, os valores foram comparados entre o sexo por meio do Teste Mann Whitney. Para todas as análises, o nível de significância adotado foi de 0,05. A prevalência de HMI em Araraquara/SP em 2016 foi de 14,3% (n=78). A incidência foi de 2%. O grau de comprometimento leve foi o diagnóstico mais prevalente nos dentes afetados (82%). A média de dentes afetados entre as crianças com HMI foi 2,78.Cerca de 24,4% das crianças com HMI (n=19) apresentaram experiência de cárie na dentição permanente (CPOD>0), enquanto na dentição decídua este percentual foi de 44,9% (p>0.05). Com respeito a relação entre HMI e FD, a maioria das crianças com HMI não apresentavam FD (n=68; 79,5%). Nenhuma associação foi observada para DDE [p=0,36; OR=0,54 (IC=0,14-2,03)], para fatores socioeconômicos (p=0,664; OR=0,88; IC=0,51-1,52) e para renda salarial mensal (p=0,595). Conclui-se que os números de casos de HMI têm aumentado, revelando a maior necessidade de se estabelecer um correto diagnóstico para que seja possível uma intervenção precoce.

Palavras-chave

Epidemiologia, criança, esmalte dentário-anormalidades.
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Rev. odontol. UNESP

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