Revista de Odontologia da UNESP
http://revodontolunesp.com.br/article/588017a97f8c9d0a098b483c
Revista de Odontologia da UNESP
Original Article

Resistência à Corrosão de Ligas Odontológicas Submetidas à Desinfecção

Corrosion resistance of dental alloys submitted to disinfection

Schalch, M.V.; Adabo, G.L.; Souza, R.F.; Fonseca, R.G.; Cruz, C.A.S.

Resumo

O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da desinfecção ou esterilização sobre a resistência à corrosão de cinco tipos de ligas metálicas (Ag-Sn, Cu-Al, Cu-Zn, Ni-Cr e Co-Cr). Corpos-de-prova circulares (6 mm de diâmetro e 3 mm de altura, n = 150) foram fundidos, polidos e submetidos a um dos seguintes tratamentos: hipoclorito de sódio a 1% - 30 minutos; álcool 70 - 30 minutos; glutaraldeído a 2% - 30 minutos; glutaraldeído a 2% - 10 horas; estufa seca a 170 °C - 1 hora; autoclave - 120 °C - 20 minutos. Foram realizados seis ciclos de tratamento, simulando três etapas clínico/laboratoriais. Ao final, os espécimes foram armazenados em sulfeto de sódio a 0,25%, por 24 horas. A superfície foi analisada visualmente por dois examinadores e classificada segundo o seguinte critério: 0. ausência de alterações, 1. perda de brilho, 2. ligeira alteração de cor, 3. intensa alteração de cor, 4. corrosão generalizada. A análise revelou que as ligas de cobre são mais susceptíveis à corrosão e as de Ni-Cr e Co-Cr as mais resistentes, ficando as de Ag-Sn em posição intermediária. O método menos agressivo foi o da estufa seca, seguida de glutaraldeído (30 minutos ou 10 horas) e álcool 70, enquanto o hipoclorito de sódio e a autoclave promoveram maiores alterações.

Palavras-chave

Desinfecção, ligas, metais, corrosão

Abstract

The aim of this study was to evaluate the effect of disinfection or sterelization on corrosion resistance of 5 kinds of dental alloys (Ag-Sn, Cu-Al, Cu-Zn, Co-Cr, Ni-Cr). 150 circular samples were obtained with 6 mm in diameter by 3 mm thick, casted, polished and subjected to one of the following treatments: 1% sodium hypochlorite - 30 minutes, alcohol 70 - 30 minutes, 2% glutaraldehyde - 30 minutes, 2% glutaraldehyde - 10 hours, Dry heat oven at 170°C - 1 hour, Autoclave at 120°C - 20 minutes. Six cicles of treatment were done, simulating 3 clinic/laboratorial stages. Finally the samples were stored in sodium sulfide 0,25% for 24 hours. The surface was visually examined by 2 examinators and organized according the criteria: 0. Absense of changes, 1. Lost of shinning, 2. slight color change, 3. intense color change, 4. generalized corrosion. The analysis showed that cooper alloys are most susceptible to corrosion and Ni-Cr and Co-Cr alloys are the most resistant, remaining Ag-Sn in an intermediary position. The less agressive disinfecting method was the oven procedure, followed by glutaraldehyde (30 min or 10 hours) and alcohol 70, while sodium hypochlorite and autoclave promoted largest changes.

Keywords

Disinfection, alloys, metals, corrosion

References



1. Adabo GL, Zanarotti E, Fonseca RG, Cruz CA. Effect of disinfectant agents on dimensional stability of elastomeric materials. J Prosthet Dent. 1999; 81: 621-4.

2. American Dental Association. Denture cleansers. Council on Dental Materials, Instruments, and Equipment. J Am Dent Assoc.1983; 106: 77-9.

3. American Dental Association. Guidelines for infection control in the dental office and the commercial dental laboratory. Council on Dental Therapeutics. Council on Prosthetic Services and Dental Laboratory Relations. J Am Dent Assoc.1985; 110: 969-72.

4. American Dental Association. Infection control recommendations for the dental office and the dental laboratory. Council on Dental Materials, Instruments, and Equipment. Council on Dental Practice. Council on Dental Therapeutics. J Am Dent Assoc.1988; 116: 241-8.

5. American Dental Association. Sterilization required for infection control. Council on Dental Materials, Instruments and Equipment. J Am Dent Assoc. 1991; 122 (12): 80.

6. American Dental Association. Infection control recommendations for the dental office and the dental laboratory. ADA Council on Scientific Affairs and ADA Council on Dental Practice. J Am Dent Assoc.1996; 127: 672-80.

7. Bond WW, Favero MS, Petersen NJ, Ebert JW. Inactivation of Hepatitis B virus by intermediate-to-high-level disnfectant chemicals. J Clin Microbiol.1983; 18: 535- 8.

8. Brace ML, Plummer KD. Practical denture disinfection. J Prosthet Dent.1993; 70: 538-40.

9. Crawford JJ. State-of-the-art: practical infection control in dentistry. J Am Dent Assoc.1985; 110: 629-33.

10. Kane MA, Lettau LA. Transmission of HBV from dental personnel to patients. J Am Dent Assoc.1985; 110: 634-6.

11. Larato DC. Disinfection of pumice. J Prosthet Dent.1967; 18: 534-5.

12. Lauar S, Dinelli W, Gabrielli F, Santos MS, Porto CLA. Resistência à corrosão de ligas de cobre/alumínio. Estudo através de refletância aparente e avaliação microscópica. II - efeito de ligas, agentes de polimento e tempo. RGO. 1987; 35: 303-8.

13. Leung RL, Schonfeld SE. Gypsum casts as a potential source of microbial cross-contamination. J Prosthet Dent.1983; 49: 210-1.

14. Merchant VA. Update on disinfection of impressions, prostheses, and casts. ADA 1991 guidelines. J Calif Dent Assoc.1992; 20 (10): 31-5.

15. Merchant VA, Molinari JA. Infection control in prosthodontics: a choice no longer. Gen Dent.1989; 37: 29-32.

16. Ministério da Saúde. Secretaria de Assistência à Saúde. Programa Nacional de DST/AIDS. Hepatites, AIDS e herpes na prática odontológica. Brasília: Ed.Littera Maciel; 1996.

17. Mondelli J. Ligas alternativas para restaurações fundidas. São Paulo: Panamericana; 1995.

18. Naylor WP. Infection control in fixed prosthodontics. Dent Clin North Am.1992; 36: 809-31.

19. O’Brien WJ. Dental materials and their selection. 2nd ed. Chicago: Quintessence Publ; 1997.

20. Phillips RW. Skinner’s science of dental materials. 9th ed. Philadelphia: Saunders; 1991.

21. Powell GL, Runnells RD, Saxon BA, Whisenant BK. The presence and identification of organisms transmitted to dental laboratories. J Prosthet Dent.1990; 64: 235-7.

22. Ramires I. Estudo de corrosão em biomateriais – Ti c.p., Ti-6Al-4V e Co-Cr-Mo [Dissertação de Mestrado]. Araraquara: Instituto de Química da UNESP; 1998.

23. Rudd W, Senia ES, Mc Cleskey FK, Adams ED Jr. Sterilization of complete dentures with sodium hypochlorite. J Prosthet Dent.1984; 51: 318-21.

24. Runnells RR. An overview of infection control in dental practice. J Prosthet Dent.1988; 59: 625-9.

25. Sarma AC, Neiman R. A study on the effects of disinfectant chemicals on physical properties of die stone. Quintessence Int.1990; 21: 53-9.

26. Segalla JCM. Influência do tratamento térmico na microestrutra, resistência à corrosão e dureza Vickers de ligas alternativas à base de cobre [Tese de Doutorado]. Araraquara: Faculdade de Odontologia da UNESP; 1994.

27. Stern MA, Whitacre RJ. Avoiding cross-contamination in prosthodontics. J Prosthet Dent.1981; 46: 120-2.

28. Vaz LG. Elaboração e desenvolvimento de ligas metálicas alternativas para aplicação odontológica. Estudo de propriedades mecânicas e resistência à corrosão [Tese de Doutorado]. Araraquara: Instituto de Química da UNESP; 1998.
588017a97f8c9d0a098b483c rou Articles
Links & Downloads

Rev. odontol. UNESP

Share this page
Page Sections